LIVROS

Solange Bastos

NA ROTA DOS ARQUEÓLOGOS DA AMAZÔNIA, 13 MIL ANOS DE SELVA HABITADA

  • Família Bastos Editora, 2015, 680 págs
  • Prefácio de Eduardo Neves.
  • Inclui um DVD do documentário de Miguel Viveiros de Castro, Mundurukânia, Na Beira da História.

O novo livro da jornalista e escritora Solange Bastos conta a emocionante aventura de jovens e velhos arqueólogos na Amazônia, atrás de uma história que nunca foi contada: como viveram os antigos habitantes dessa região tão rica e variada! Muitos vestígios só foram descobertos com a derrubada da mata, como os geoglifos do Acre, ou a ameaça de grandes empreendimentos, como os sítios milenares na Serra de Carajás, no Pará.

Cada vez mais indícios sugerem que os primeiros habitantes amazônicos chegaram por diferentes caminhos, em muitas migrações, com diversas culturas e formas de ocupação.

Escrever essa “história indígena de longa duração”, como lembra o arqueólogo Eduardo Neves, que prefacia o livro, é também contar sobre os conflitos sociais entre as populações tradicionais e os interesses do desenvolvimento a qualquer custo.

A autora viajou milhares de quilômetros por toda a região, atrás dos arqueólogos trabalhando em campo, registrando muitas vezes as primeiras descobertas em alguns sítios, como se desenrolaram as hipóteses de trabalho, como surgiram novas teorias.

É um livro-reportagem, um relato de viagem, uma história da arqueologia na Amazônia, um apanhado do que já se descobriu na região e as teorias em discussão.

Solange Bastos

O PARAÍSO É NO PIAUÍ, A DESCOBERTA DA ARQUEÓLOGA NIÈDE GUIDON

  • Família Bastos Editora, 2010, 328 págs.
  • Prefácio de Walter Neves.
  • Inclui o DVD do documentário “Piauí Entocado”, de Miguel Viveiros de Castro.

Há mais de quarenta anos a arqueóloga Niède Guidon iniciou uma pesquisa na remota Serra da Capivara, no Sudeste do Piauí, revelando ao mundo uma das mais ricas regiões em pinturas rupestres, com vestígios de ocupação humana de pelo menos 60 mil anos.

O trabalho dessa pioneira foi além da capacidade de atrair cientistas de várias áreas e manter a pesquisa permanente na região, com financiamento do governo francês. Ela conseguiu levar para a população parte do benefício da atividade de pesquisa, com vários projetos geradores de renda e pioneiros no Brasil, ainda nos anos 1980.

Hoje patrimônio cultural da Humanidade, declarado pela Unesco, a região da Serra da Capivara e das Confusões, ambas parques nacionais, estão mais uma vez ameaçadas por falta de recursos, já que a manutenção dos parques era parcialmente financiada pela iniciativa privada.

O livro conta a saga dessa incrível mulher, hoje octogenária, que se radicou na região para se dedicar integralmente à missão de consagrar o Sudeste do Piauí como o Berço do Homem Americano, apesar de todas as teorias contrárias.

PAULO DE MELLO BASTOS

SALVO CONDUTO, UM VOO NA HISTÓRIA

  • Família Bastos Editora, 2a. Ed., 2003, 212 págs.
  • Prefácio de Antonio Houaiss.

Memórias do comandante de aviação Paulo de Mello Bastos, importante líder sindical do Comando Geral dos Trabalhadores, o CGT, criado durante o governo João Goulart, que teve seus direitos políticos cassados na primeira lista da ditadura instaurada pelo golpe civil-militar de 1964.

Menino de engenho crescido em Alagoas, Mello Bastos conta de forma saborosa episódios da infância e juventude, quando se torna um jovem piloto da Aviação Naval, depois da FAB, para finalmente passar à aviação civil, na VARIG. Ao longo de quase um século – nasceu em 1918 – , o autor batalhou pelas causas nacionalistas, como a criação da Petrobrás, depois pelas conquistas dos trabalhadores, por fim, ao voltar do exílio, pela anistia e a volta da democracia.

O autor tornou-se escritor aos 80 anos e publicou 5 livros.

PAULO DE MELLO BASTOS

TAUÃ, A VERDADE VERDADEIRA QUE SEU NOBERTO CONTOU

  • Família Bastos Editora, coedição Massangana Editora, 2003, 237 págs.
  • Prefácio de Fernando Lyra.

Tauã, apelido de sua bisavó, é a história romanceada da família Bastos, através da memória do antigo mestre de engenho Noberto, que contava as histórias para as crianças no pátio da “bagaceira”, no interior de Alagoas. A história começa na Paraíba, quando o futuro marido de Tauã chega da guerra do Paraguai, em 1871. Com histórias saborosas intercalando algumas memórias familiares, o autor traça um rico quadro da sociedade rural nordestina, começando lá atrás, quando só os mascates interligavam as fazendas por trilhas assoladas por ladrões. Tauã é uma história que pode ser “ouvida” na voz do velho Noberto, que, quando inventava muito, garantia ser uma “verdade verdadeira”…

O lançamento do livro foi em Recife, na Fundação Joaquim Nabuco, e propiciou o encontro do autor com seus meio-irmãos, todos filhos do personagem “major Bastos”. A ida em conjunto à terra natal, em São José da Laje, foi registrada pelo neto Miguel, no vídeo Verdade Verdadeira.

PAULO DE MELLO BASTOS

A CAIXA-PRETA DO GOLPE DE 64, A REPÚBLICA SINDICALISTA QUE NÃO HOUVE

  • Família Bastos Editora, 2006, 320 págs.
  • Prefácio de Carlos Chagas.
  • Apresentação de Geneton Moraes Neto.

Quarenta anos passados do golpe de 1964, Mello Bastos reencontra alguns velhos companheiros de luta daqueles tempos. Das conversas surgem alguns fatos jamais revelados, como o esquema armado pelos estivadores em portos estratégicos para uma possível reação ao golpe, o que não aconteceu por desejo expresso do presidente Jango. Hércules Corrêa, Clodesmidt Riani, companheiros do Comando Geral dos Trabalhadores, o CGT; Almino Affonso e Waldir Pires, integrantes do governo deposto; Neiva Moreira, combativo deputado brizolista; o democrata brigadeiro Rui Moreira Lima e o golpista brigadeiro Marcio César Leal Coqueiro, idealizador da famigerada Operação Mosquito, que derrubaria o avião de Jango para impedi-lo de tomar posse. Justamente o avião pilotado pelo velho companheiro de juventude e adversário político, o autor Mello Bastos!

Um livro de memórias contadas de viva voz, com a emoção de um antigo folhetim, referência indispensável para quem quer conhecer os antecedentes do golpe de 64 por um de seus importantes personagens.

PAULO DE MELLO BASTOS

O NORDESTE É UM SÓ

O destino entrelaça as histórias de três personagens que só tinham em comum a origem no Nordeste distante.

O novo romance de Paulo de Mello Bastos é uma alegoria da eterna busca do tempo perdido, da terra prometida, do ideal utópico, mas, sobretudo, a história de amigos-irmãos por mais de 70 anos.